quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O que muda no mundo com a informática



                          Começo a redigir este texto, lembrando-me de parte de uma música romântica nacional, que diz mais ou menos assim: “nada ficou no lugar... eu vou invadir sua aula... queria falar sua língua... eu vou publicar os seus segredos... que é pra ver se você olha pra mim...”. É exatamente assim que o mundo se sente com a chegada da tecnologia digital. Nada mais é como era. As relações sociais tomaram dimensões imensuráveis. Com a Internet, é possível conversar com alguém a milhares de quilômetros de nós; podemos saber de um fato imediatamente após sua ocorrência; podemos partilhar e compartilhar emoções com quem quiser nos ouvir, ver ou ler.


                           Com a educação não é diferente, posto que a escola não é uma ilha, isolada, dissociada do mundo, desconectada da realidade. Como parte disso, educadores e educandos precisam estar interdependendo, interagindo e apreendendo juntos, aproveitando-se das vantagens que a tecnologia digital nos oferece.

                           A escola, com o advento da informática, continua a ser um espaço de aprendizagem, só que bem mais rica de significado, de pressupostos, de caminhos a percorrer.

                          Nós, que vivemos do ensino, não precisamos ficar temerosos, apreensivos com o medo de sermos substituídos pelas máquinas, pois sempre seremos imprescindíveis. Nosso aluno sempre precisará de nós para orientá-lo, mostrando-lhe o caminho mais viável, que nem sempre é o mais rápido.

                         Como não deixaremos de existir, é mister que avancemos e deixemos de lado o comodismo e o marasmo, sacudindo a poeira e partindo para o nosso maior alvo, que é crescer e auxiliar outros a também evoluírem.

                         E como avançaremos sem riscos ou percalços? Por acaso imaginam que não me sinto desesperada com tanta coisa nova ao mesmo tempo? Também me assusta ter que aprender e dominar tanta novidade que aparece! Então, agarro-me a quem pode me dar suporte para vencer meus medos e fantasmas!

                         Esta formação oportunizada pelo MEC e facilitada pela SEMED está sendo o meu suporte para crescer e vencer meus temores em relação às Tic's. Sou imensamente grata a meu tutor, que tem total interesse em partilhar aquilo que já aprendeu e que o faz tão pacientemente.

                        Infelizmente, nem todos os colegas da turma se predispõem a seguir nesta formação e lamento principalmente porque sei que, no final das contas, perceberão o quanto perderam por desistirem nas primeiras tempestades.

                         É isso, pessoal! Não dá pra viver mais sem computador, sem internet, sem tecnologia... enfim... não dá mais pra viver só por viver. Precisamos fazer valer nossa estada nesse barco, que navega num oceano tão vasto e que tem tanto a nos oferecer.

Lóide Alves, como sempre... desabafando.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Você conhece um "troll"?

Depois de ler, com certeza você vai lembrar de alguém.

Um troll , na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das sistemáticas flamewars.

O comportamento do troll pode ser encarado como um teste de ruptura da etiqueta, uma mais-valia das sociedades civilizadas. Perante as provocações insistentes, as vítimas podem (ou não) perder a conduta civilizada e envolver-se em agressões pessoais. Porém, independentemente da reação das vítimas da trollagem, o comportamento do troll continua sendo prejudicial ao fórum, pois o debate ou degenera em bate-boca ou prossegue sendo vandalizado pelo troll enquanto este tiver paciência ou interesse de atuar.


Há várias sistemáticas desenvolvidas por trolls para atuar num fórum de Internet, entre elas:

* Jogar a isca e sair correndo: consiste em postar uma mensagem de polêmica muito grande já esperando uma grande reação de cadeia e flame war. Porém o troll não se envolve mais na discussão ele some após a mensagem post original e se diverte com a repercussão. Uma forma mais branda é postar noticias polêmicas só para observar a reação da comunidade.

* Induzir a baixar o nível: alguns trolls testam a paciência dos interlocutores, induzem e persuadem a pessoa a perder o bom senso na discussão e apelar para baixaria e xingamentos. Com isso, o troll "queima o filme", consegue que a pessoa se auto-difame na comunidade por ter descido a um nível tão baixo.

* Repetição de falácias: outro método usado que induz ao cansaço, aqui o troll repete seu conjunto de falácias até que leve seu interlocutor à exaustão, alegando depois ter vencido a discussão após o abandono do oponente.

* Desfile intelectual: um troll pode ter um bom nível intelectual, vocabulário sofisticado diante de outros discursantes, desfilar referências e contradizer os argumentos dos rivais por conhecimento e pesquisa, muitas vezes expondo ao ridículo e questionando sua formação intelectual.

* Transferir culpa: é muito comum também um troll acusar sua vítima de ser um troll para tirar de si a identificação como tal, abrindo caminho para alternativas anteriores.

(Texto extraído do Blog Genizah: < http://www.genizahvirtual.com/#ixzz0uaTqT6wm>)

Wikipedia

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domingo, 12 de dezembro de 2010

A Participação da Família e a Vida Escolar


 

              A cada dia que passa, a educação brasileira vem enfrentando reveses e intempéries e uma das causas, indubitavelmente, é a falta de acompanhamento da família no processo educacional de seus filhos.
             As dificuldades financeiras, a necessidade de aumentar a renda familiar, devido ao maior número de filhos e dependentes, divórcios e separações que obrigam um dos pais a assumir sozinho o sustento e a criação dos filhos, entre outras situações, tudo isso tem culminado em um fracasso na aprendizagem de nossas crianças, adolescentes e jovens.

             Há pouco mais de vinte anos, a educação e a aprendizagem nas escolas brasileiras eram mais eficientes devido à maior presença e participação da família, e não porque era tradicional ou mais rígida que hoje. Nossos pais cobravam de nós o que os professores exigiam na escola; assim, os assuntos eram aprendidos e apreendidos. Não havia uma noite em que nossos pais não nos cobrassem os cadernos e as lições, obrigando-nos a ficar atentos aos estudos e entrega de trabalhos.

              Hoje, com toda essa permissividade, os pais negligenciam seu principal papel: criar seus filhos dentro de um padrão sério, com responsabilidade e direcionamento. Andam ocupados demais para acompanhar tarefas, rendimento, reuniões bimestrais, etc.

              Enquanto não resgatarmos o verdadeiro sentido de família, nós, educadores, sentiremos cada vez mais frustração e insucesso na nossa empreitada solitária pois, sem o auxílio dos pais, os filhos jamais serão o que os professores tanto almejam: seres críticos, atuantes e transformadores.

     
                Loide Alves, desabafando...